9 Razões pelas quais muitas pessoas se negam a formar uma família

9 Razões pelas quais muitas pessoas se negam a formar uma família

Os sociólogos chamam de ’Geração Z’ as pessoas nascidas depois de 1995. Elas vieram após a geração do milênio e nasceram completamente mergulhadas em uma Era digital. Além disso, são proativas e se preocupam com o meio ambiente e com a falta de educação das crianças. Mas há um outro fator que caracteriza essa nova geração: a falta de pressa em oficializar um relacionamento.

Enquanto alguns pesquisadores se assustam com uma redução da taxa de natalidade e com um colapso das tradições, outros parecem otimistas. O Incrível.club decidiu olhar para essa situação um pouco mais de perto para entender as razões que levam as pessoas a não quererem formar uma família hoje em dia.

1. Crescente interesse pelo sucesso pessoal

9 Razões pelas quais muitas pessoas se negam a formar uma família

Segundo pesquisas da Associação Americana de Psicologia, os jovens modernos se preocupam mais com o desenvolvimento pessoal. Além disso, os valores individuais em sua percepção de mundo passaram para o primeiro plano. Os jovens em geral estão mais interessados em si mesmos e deixam os planos de formar uma família para depois. Ou seja: primeiro o sucesso pessoal, depois a família.

2. Os limites de idade estão mudando

9 Razões pelas quais muitas pessoas se negam a formar uma família

Atualmente, a idade média com que as pessoas se casam é a mais alta da história. Antes, uma mulher que se casava após os 25 anos estava ’atrasada’; hoje, os jovens estão terminando os estudos e pensando na carreira antes de pensar em se casar.

3. O casamento não é um passo obrigatório para ter um filho

Para ter filhos não é preciso se casar. Uma mãe ou um pai podem criar um filho sozinhos e isso não é mais tão condenável em algumas sociedades como antes. Hoje em dia, se casar apenas com o objetivo de ter filhos é algo bastante raro.

Uma criança em uma família mono parental não vai necessariamente ter problemas psicológicos. A probabilidade de que sofra traumas em uma família ’tradicional’ e infeliz é muito maior. Hoje em dia também vemos uma grande mudança na maneira com as pessoas colocam os nomes nos filhos. As tradições, nesse sentido, parecem estar mudando muito.

4. O lado formal do casamento perde valor

No passado, o casamento era quase uma questão de honra para as pessoas. Em geral, era difícil estabelecer uma relação séria sem passar pelo noivado e pelo casamento. Agora, muitos casais preferem fazer um casamento no civil, apenas como uma formalidade, e não se preocupam com o status social da relação.

5. Autossuficiência, solteirice e casamento tardio

Um relacionamento em que uma mulher depende financeiramente de um homem é algo do passado. Em países desenvolvidos, a diferença de salário entre homens e mulheres está diminuindo. Claro que os problemas ainda existem, mas há uma forte luta nesse sentido. As mulheres da geração Z se comportam como as da geração Y, ou seja, vivem mais tempo de maneira independente e não têm pressa de formar uma família. Além disso, o mito de que um homem não pode cuidar de si mesmo também ficou no passado.

6. A carreira interfere na vida pessoal

Os jovens que cresceram na Era da Internet com frequência vivem dificuldades com a socialização e com a percepção das próprias conquistas. Eles acham que não ganham o suficiente para manter uma família. Isso pode levar as pessoas a se tornarem viciadas em trabalho, prejudicando o relacionamento dentro de casa. Outro tema importante é a insatisfação com a aparência: alguns pesquisadores já falam sobre a baixa autoestima de usuários de aplicativos de relacionamento, um tema muito preocupante hoje em dia.

7. A pressão dos estereótipos sociais diminuiu

Em alguns países, o termo ’solteirona’ já perdeu relevância há algum tempo. Uma mulher sozinha e dona de si deixou de ser condenada pela sociedade. Se antes uma pessoa que não formava uma família era considerada excêntrica e diferente, nesses países isso deixou de ser verdade. Afinal de contas, quando paramos para olhar para os objetivos das pessoas, percebemos que a maioria se opõe aos convencionalismos.

8. Experiências negativas levam ao medo do casamento

Não poderíamos deixar de falar no desejo de se ver longe das experiências negativas relacionadas aos pais ou a outras pessoas. Se o casamento dos pais foi infeliz, os filhos vão fugir daquele tipo de compromisso. Quando uma pessoa se casa e a experiência acaba sendo triste, ela passa a pensar que aquele é o único desfecho possível para um casamento, o que evidentemente faz aumentar o número de divórcios.

9. Novas formas de relacionamento estão aparecendo

As novas gerações estão procurando alternativas ao casamento tradicional. Os relacionamentos a distância estão cada vez mais na moda porque permitem que as pessoas se sintam mais livres. Além disso, as relações que começam virtualmente ou aquelas em que as pessoas vivem em casas separadas também são cada vez mais frequentes.

Ainda que a instituição do casamento tenha perdido relevância, isso não significa que as formas tradicionais de família vão acabar. O que acontece é que as novas gerações estão refletindo sobre a importância de fazer as escolhas de maneira consciente e tomando decisões de acordo com os desejos pessoais, o que faz aumentar também o número de relacionamentos baseados puramente no amor.

Fonte: Incrível

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