Adesivo para emagrecer promete detonar gordura, mas funciona? Médico faz alerta

Adesivo para emagrecer promete detonar gordura, mas funciona? Médico faz alerta

Vendidos em lojas físicas e virtuais com a promessa de eliminar peso, os adesivos emagrecedores são, na verdade, muito perigosos para a saúde, além de não terem seu funcionamento comprovado. Tanto é que algumas formulações foram proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas outras, similares, continuam sendo comercializados. 

Como saber se um emagrecedor funciona

O endocrinologista Dermival Pansera explica que isso acontece porque, para que haja a liberação de qualquer medicamento, é necessário registro com comprovação científica de sua eficácia, estudos que mostrem que os benefícios são maiores que os riscos e que não haverá danos a longo prazo. No caso dos adesivos para emagrecer, nenhum desses itens é cumprido, o que leva à comercialização irregular. Ele cita também o fato de sempre estarem surgindo coisas novas, que burlam a proibição e são facilmente divulgadas na Internet.

como saber se emagrecedor funciona
Thinkstock

Adesivos destroem gordura?

Em relação à promessa de que, através da pele, os hormônios chegam às camadas de gordura, que seriam destruídas, o médico explica que isso não acontece. “A pele realmente é uma ótima via para introdução de hormônios e causa menos danos ao organismo que consumir um medicamento por via oral. Mas eles não destroem gordura. Além disso, qualquer que seja o hormônio, ele não pode ser usado de forma indiscriminada e sem prescrição médica”, alerta.

Riscos dos adesivos emagrecedores

O grande problema de quem faz uso dos adesivos para emagrecer é que, dependendo do tipo de hormônio contido no produto, os riscos podem ser grandes. “Antes de comprar qualquer produto para emagrecer é preciso avaliar se ele tem legalização e se garante resultados. E o mais importante é buscar a opinião de um especialista, pois mesmo os medicamentos com livre comercialização, como os fitoterápicos, podem ser perigosos, já que os pacientes não conhecem a fisiologia e, dependendo de cada caso, podem causar sérias reações”, afirma. 

Envie seu comentário