Agorafobia: entenda o transtorno que pode crescer no pós-pandemia

Agorafobia: entenda o transtorno que pode crescer no pós-pandemia

A agorafobia, comumente conhecida como “medo de fugir de casa”, existe há algumas semanas. O protagonista de “A Woman Outside the Window” (Netflix estreou em maio), interpretado por Amy Adams sofre desta doença. Além disso, de acordo com especialistas, a pandemia de coronavírus de 15 meses também pode agravar a crise.

Estima-se que 150 mil brasileiros sofram desse problema a cada ano. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), o principal material de referência em psiquiatria é a agorafobia, que é um transtorno de ansiedade caracterizado pelo medo de estar em uma situação ou local que possa causar um ataque de pânico, falta de controle ou vergonha. Pode ocorrer em locais públicos e abertos, bem como em locais fechados. Portanto, as pessoas com agorafobia geralmente vivem em reclusão em casa em um ambiente controlado.

O termo vem do grego “ágora”, que eram os locais públicos onde os cidadãos se reuniam em assembleia, e “fobia”, que significa medo. Sua origem vem da concepção de que as pessoas que sofrem do transtorno têm medo de sair de casa, o que é um pouco impreciso.

Saiba mais sobre a condição:

Sintomas

Os sintomas de agorafobia estão muito relacionados a crises de ansiedade e ataque de pânico. Envolvem ansiedade súbita, medo intenso, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura, formigamento, falta de ar, náusea, entre outros.

Manifestações

Como mencionado, é imprecisa a ideia de que a agorafobia é simplesmente o medo de sair de casa. Na verdade, ela pode ocorrer tanto em lugares públicos e ao ar livre, como praças, parques, ruas; quanto em locais fechados, como transporte público, shoppings, mercados.

4 sintomas de ansiedade pouco conhecidos, mas muito comuns (Foto: Uday Mittal/Unsplash)

Basicamente, ela ocorre sempre que o indivíduo se vê em uma situação de impotência, em que ninguém conseguirá lhe ajudar caso sofra com um ataque de pânico. Por isso, há pessoas que têm crises até mesmo dentro de casa, quando estão sozinhas.

Causas

Não há uma razão exata. Muitos casos estão relacionados a episódios anteriores de síndrome do pânico, quando a pessoa estava em uma situação tão vulnerável que acabou traumatizada. Portanto, um medo desproporcional apareceu, ela seria atacada novamente, e ninguém poderia ajudá-la.

Portanto, as pessoas temem que a agorafobia se intensifique no período pós-pandemia, porque o medo de ser contaminado pela Covid-19 em locais públicos pode desencadear uma crise de pânico. Estima-se que cerca de 30% a 50% das pessoas com agorafobia também sofram de transtorno do pânico.

Tratamento

O principal tratamento para a agorafobia é a psicoterapia.O terapeuta ajuda o paciente a mostrar diferentes comportamentos e aprender novas habilidades para que ele possa controlar seu medo em situações desconfortáveis. O mais comumente usado é a terapia cognitivo-comportamental (TCC). Também podem ser prescritos medicamentos, especialmente ansiolíticos, tranquilizantes e inibidores seletivos da recaptação da serotonina. Mas depende de cada caso e da orientação de um psiquiatra profissional.

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