Ciência pode estar perto de curar doença celíaca e intolerância a glúten

Ciência pode estar perto de curar doença celíaca e intolerância a glúten

Se você tem intolerância a glúten ou até mesmo doença celíaca, temos boas notícias. Em um ensaio clínico da Universidade de Helsinque, na Finlândia, o uso de nanopartículas contendo gliadina mostrou-se promissor na “reprogramação” das respostas imunes ao glúten.

Estima-se que a doença celíaca possa afetar até 2,4% da população mundial. O glúten é uma proteína encontrada no trigo, cevada e centeio. E, para quem experimentou o desconforto causado por essa condição, ter problemas com glúten pode prejudicar seriamente a hora das refeições. 

Mas, graças a essas descobertas, ter que cortar essa proteína do cardápio pode em breve ser uma coisa do passado.

O que diz a pesquisa sobre cura da doença celíaca

A gliadina compõe cerca de 70% da proteína no glúten, e é o que realmente causa a resposta imune em pessoas com doença celíaca ou intolerância. Portanto, a exposição consistente a essa substância quando se é intolerante causa estragos no intestino ao longo do tempo, levando a problemas como intestino permeável e inflamação crônica.

Assim, essa intolerância é resultado de glóbulos brancos defeituosos chamados “linfócitos T específicos para gliadina”. Contudo, nessa nova abordagem do tratamento, cientistas descobriram como obter essas células funcionando corretamente injetando nanopartículas de gliadina em ratos. (As nanopartículas são chamadas de TIMP-GLIA.)

Com isso, após as injeções, os camundongos celíacos tiveram notavelmente menos ativação dos linfócitos T específicos para gliadina, menor inflamação e dano tecidual e mostraram novos sinais de tolerância ao glúten em seus genes.

Próximos passos

Desde a descoberta, uma empresa farmacêutica recebeu uma licença para desenvolver esse tratamento para seres humanos. Seus primeiros ensaios clínicos mostraram traduções bem-sucedidas dos resultados originais de camundongos para seres humanos. O que sugere que o TIMP-GLIA efetivamente reprime a resposta imune ao glúten nas pessoas.

Considerando que o único tratamento atual para pessoas com doença celíaca é ficar sem glúten total e indefinidamente, essas são boas notícias. Assim, com o sucesso desses estudos, os pesquisadores querem ver se esse método de imunoterapia pode ser aplicado a outras doenças autoimunes, como diabetes ou esclerose múltipla.

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